Blog

Minhas roupas em: A pele que habito

Se você já viu o filme, quando leu meu título, com certeza, lembrou da história louca pra não dizer quase macabra de Almodóvar, protagonizada maravilhosamente bem por Antonio Banderas. A pele que habito é um dos poucos filmes que me causou aflição real/oficial, daquelas do estômago apertar do inicio ao fim.

Esse texto não tem nada a ver com o causo passado lá, porém quando pensei na temática do mês: relação com as roupas (sim, equipe e eu temos tema pra escrever), pensei logo no título do longa, uma vez que acredito que minhas roupas são literalmente a pele que habito.

Por habitar, entendo onde moro. Onde passo a maior parte do meu tempo e onde posso me sentir em casa ou não. Acontece! Afinal, as vezes a gente cansa do que veste e aí pode rolar aquele desânimo, digno de chamar o caminhão de mudança e pular fora pra outra pele, habitável e que faça sentido naquele momento.

A pele que habito é quem escolho ser todo dia de manhã. Numa relação muito louca e muito boa com meu armário. Boa porque me reconheço muito em cada cabide hoje. E ufa, não é mesmo? Como viver dentro de uma pele que não me representa? E louca porque as vezes nem eu acredito que aquela pele de fato é minha. Escolhida por mim. E também está tudo bem. É legal a supresa!  Descobrir que ainda pode se surpreender com as suas escolhas. Olhar e pensar “uauuuu! me superei dessa vez, olha essa combinação!”.

Roupas são nossa segunda pele LI TE RAL MEN TE! Não servem mais pra apenas cobrir a nudez, como lá no “onde tudo começou”. Não servem só pra esquentar do frio, feitas de pele, como nas cavernas. E veja, já naquela época, tinham significado. Usar a tal pele era também uma forma de autoafirmação pra alguns e vamos ser sinceras e aceitar que  isso ainda existe hoje, de certa forma, mas vamos deixar esse assunto pra outro dia. Prefiro focar na tal pele que habito.

A pele que habito, todo dia, me ajuda a comunicar, transmitir e me traduzir. Me ajuda a falar sem precisar abrir a boca e essa linguagem é muitíssimo importante, mesmo que tantas vezes, por aí, insistam em dizer que não!

A pele que habito tem papel importante em todas as minhas relações e impactos com e para o mundo e por isso é tão necessária a atenção e cuidado ao escolher não só aquela que vai passar anos e anos pendurada no meu cabide, mas também deixar habitar e relaxar meu corpo em todas as minhas batalhas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *