autoestima

Quantas peles você veste?

Eu não sei vocês, mas eu tenho me incomodado com a quantidade de pessoas usando filtros de beleza no Instagram. Não me entenda mal, eu também uso… mas percebo que algumas pessoas se vestem tanto deles e o tempo todo que eu não consigo imaginar como são seus rostos naturais.

A nova moda são filtros com sardas, já reparam? São aquelas poucas sardas, pontuais e estrategicamente posicionadas apenas no nariz e entorno. Inclusive há pouco tempo haviam tutoriais ensinando a esconde-las com maquiagens pesadas. Quanto tempo eu dormi pra que as sardas sejam o novo “it” do momento?

Fico aqui pensando em quem tem sardas (como eu): num passado nada distante o ideal era esconder, agora devemos enaltecê-las. E, quem não tem, põe um filtro que ta tudo bem: considere-se incluído no novo modismo. Mostra, esconde, exagera, disfarça, agora sim, agora não. E é isso mesmo: modismo, cíclico, sazonal, um vai e vem de roupas, maquiagens… e peles.

Será mesmo que devemos comprar toda idéia de moda que vendem? Incluindo as peles que nos (re)vestem? Ou devemos nos questionar se aquilo nos serve e/ou nos atende. Ou ainda se todas essas peles são usadas pra esconder uma insegurança pessoal? Sinto que uma coisa é quando os filtros são usados com parcimônia, como estratégia para alcance de público ou até como brincadeira; outra, bem diferente, é quando vira uma segunda pele da pessoa. E é aí que moram todos esses meus questionamentos…

Aguardo pela fase em que usaremos apenas uma pele: a nossa.

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