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Purpurina, tule e grama.

O tema da coluna esse mês é a minha relação com o carnaval. Não consigo falar de carnaval sem pensar na infância. Quando criança, me dividia entre o Rio e a serra. Claro que todos os carnavais eram passados na serra, e lá ia eu pros bailinhos no clube, toda fantasiada e purpurinada. Adorava. Quer dizer, adorava a fantasia, a purpurina, o confete e a serpentina. Chegava no clube, jogava todo o confete e a serpentina, posava pras fotos, virava pros meus pais e falava: Acabou, podemos ir embora? A música não me tocava em nada. Os outros não me importavam. Eu só queria correr com minhas saias de tule pelo gramado de casa. O que mais me importava era o mundo fantástico que eu criava na minha cabeça quando me vestia de brilhos. Sapatilhas douradas que pareciam ter o poder de me fazer voar, saias de tule que eu gostava de rodopiar, e brilhos, muitos brilhos. Raramente tinha permissão de colocar fantasias fora do carnaval, então esperava ansiosamente pelo carnaval do ano seguinte.
Acho que essa relação com o vestir permanece comigo até hoje. Creio que as roupas expressam meus sentimentos ou meus desejos, não me visto para os outros, mas pra mim. Vestir é sinônimo de liberdade, prazer e diversão.

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