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Aceitando quem realmente somos e abandonando personagens que criaram para nós

Você já sentiu dificuldade em escolher a sua roupa por medo do que as outras pessoas pudessem pensar ao seu respeito?

Então vem aqui, senta um pouco, porque nós duas precisamos conversar!

O ser humano precisa do convívio com as outras pessoas para sobreviver, nós precisamos do nosso grupo para desenvolver autoestima, aceitação e principalmente para nos sentirmos amadas. Esse grupo começa em nossa família e se estende para a sociedade ao longo da vida.

Desde a infância muitas de nós adquirimos algumas ideias confusas sobre amor e aceitação, acreditando que para receber algo bom, como amor, afeito, carinho e atenção, era necessário construir uma imagem, uma personagem que fosse perfeita, mostrando nossas habilidades e apenas o nosso lado bom.

Aprendemos que é mais importante aparentar perfeição do que mostrar quem realmente somos, com nossa vulnerabilidade, e nossos defeitos. Pois assumindo nossas imperfeições arriscaríamos também sermos amadas por um número menor de pessoas.

Desde muito cedo compramos a ideia de quantidade e não de qualidade em nossas relações.

E ouvimos repetidas vezes que se não fossemos “boazinhas” não seríamos amadas, não teríamos amigos, que meninas comportadas são melhores, e aprendemos a vida inteira que por não sermos perfeitas não merecíamos receber amor e reconhecimento.

Enquanto adultas muitas de nós carregamos essas falas, carregamos conosco as pessoas que “moram na nossa cabeça”, (obrigada Bárbara Foster por criar esse termo incrível). E assim não conseguimos fazer escolhas conscientes, escolhas que realmente façam sentido para nós e nos apresentem como realmente somos, porque sempre precisamos agradar o outro, fazer o que imaginamos que as pessoas que moram na nossa cabeça esperam de nós, pois precisamos nos sentir amadas a qualquer custo.

Mas tenho uma verdade muito difícil pra te contar: Talvez, nunca fomos realmente amadas.

Amada mesmo foi a personagem perfeita que criaram para nós.

A boa notícia é que hoje temos a possiblidade de colocar as pessoas que moram na nossa cabeça fora dela. Enquanto mulheres adultas e donas das nossas vidas, precisamos compreender que o outro tem o direito de pensar a nosso respeito o que ele quiser, e pode ter certeza que o outro vai pensar coisas boas e ruins, mesmo que você se vista da melhor forma, seja a melhor profissional, a melhor mãe e a melhor mulher que você puder ser.

A outra pessoa é única assim como você, ela viveu com outra família, tem outros valores, gosta de assuntos diferentes, tem outras preferências, e assim aquilo que pode parecer ser perfeito e impecável para você pode não ser tão bom assim para o outro. E está tudo bem.

Compreenda que você é o bastante sendo exatamente quem você é! Usando as suas próprias roupas, com seus próprios gostos e seus tantos defeitos, porque somos todas imperfeitas e ÚNICAS.

É melhor ser realmente amada por ser quem você é, mesmo que por apenas uma pessoa, do que pelo mundo inteiro sendo apenas uma personagem.

Faça suas escolhas por você, e não pelo que os outros podem pensar a seu respeito, desde a roupa que você veste no início do dia, até a última decisão que tomou minutos antes de dormir.

Seja você a única pessoa que mora na sua cabeça.

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