autoestima

Abraços

Quando você vê um espelho e vê seu reflexo nele… o que você vê? Como você se vê?

Quando vai à uma loja escolher uma roupa nova, como se veste com ela?

Começa a apontar seus defeitos, fazer críticas, lembra da ‘fulana’ e se compara?

Eu, particularmente, acho que não nos vemos na maioria das vezes. Já nos posicionamos prontos para uma avalanche de autocríticas e, para sair desse modo, requer muito carinho e um desarmar-se, desnudar-se do que o outro espera. E, para piorar, ‘o outro’ as vezes está em nós.

Recentemente conversei com a Ana (outra colunista daqui) sobre a roupa ser um abraço no corpo. Assim, como você vai se sentir bem como uma roupa, com seu reflexo, com um abraço externo, se não se sente bem na própria pele? Não há Dior ou YSL que resolva. Se a roupa é um abraço no corpo, algo que vem de fora… o primeiro abraço e gesto de carinho deve ser de você pra você mesmo. Sugiro uma experiência de “auto-abraço”: leia até o fim e depois solte seu celular.

Procure um lugar confortável, seja em pé ou sentada.

Coloque uma música que te transmita tranqüilidade, boa energia, que você se sinta bem.

Feche seus olhos e conecte-se a música e seu corpo.

Relaxe.

Registre o momento com todo seu corpo.

Sinta seus braços e como seu corpo esta posicionado, se esta relaxado ou rígido…

Procure relaxar.

Lentamente experimente um auto-abraço: envolva seus braços em seu peito.

Fique aí. Acarinhe-se no SEU abraço.

Sinta e permita-se esse carinho, esse seu abraço com o seu corpo.

Quando se sentir confortável, vá abrindo os olhos devagar.

Reconecte-se com o espaço e este momento.

E, se quiser, aprecie-se no espelho.

APRECIE-SE como um abraço com os olhos. Desarme-se das críticas.

Seu corpo é seu lar e é ele quem te abraça todos os dias sem que você perceba.

Há quanto tempo você não se permitia uma dose de amor? Esperando do outro um abraço que você mesmo carrega?

 

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